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o fim do world trade center paiê, meu denti tá móli
tsunami mas eu não brinco mais de boneca
sadam condenado à forca ele preferia o fuzilamento
Escrito por Lucas de Meira às 15h39
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spandaemonium
o mundo todo me vigia ninguém me vê na idade mídia
web cams globos negros na rua xv nem no elevador posso mexer no nariz
já tenho um código de barras sou produto não cadastrado mas alvo por satélite seguramente localizado
(virtual até nos nervos já penso em me desconectar)
ah ontem recebi um e-mail era você me avisando dos novos tempos agora obsoletos
: deletaram meus dedos
(mas talvez minha avó ainda saiba de um chá que seja bom pra defeitos)
Escrito por Lucas de Meira às 23h19
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warmerica
mandar os filhos & os filhos dos filhos dos filhos dos filhos dos sobrinhos de sam sangrar & singrar até que cada família tenha uma tristeróica tristestória pra contar
& cantar
& um filme sobre suas vidas & mortes umas medalhas uns bons contatos carros & mansões uns oscars quem sabe um nobel pra variar
esqueçam cristo
: é abraham lincoln quem vai voltar
Escrito por Lucas de Meira às 23h45
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há muito nada escrevo
fiquei à espera de tempos mais gratos do vento nas cortinas da chuva fina de tudo que me fizesse real
vi a poeira flutuante aos raios de sol intrusos pela janela de minhas manhãs carentes da noite
foi apenas um toque de meus dentes no ventre da idéia que me fez voltar a matéria e ver o rosto deste engano infinito
amadureço feito fruta cadente feito homem maldito
e engrandeço toda forma de vida que inda possa ser lida
Escrito por Lucas de Meira às 14h10
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nada consta em meus arquivos nada sobre certa incerta certa de certos amores prestados
pesquisei nas atas anteriores nos possíveis porões cheguei a encontrar uns memorandos
mas as traças a umidade...
bem, nada consta.
no entanto, peço que solicite uma guia retire uma senha e entre na fila para que possamos rever seu caso
nunca mais : eis seu prazo
Escrito por Lucas de Meira às 16h12
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trêmulo à voz da lua perambulo procurando a tua
e eis que o frio frio me faz entender
: certas noites findam muito muito antes de amanhecer
Escrito por Lucas de Meira às 13h58
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bando de nuvens
contendo as lágrimas
: cinza o dia
Escrito por Lucas de Meira às 14h44
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teste este
és
este teste
Escrito por Lucas de Meira às 14h16
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coisas que penso enquanto escovo os dentes
ó noite cheia de lua vazia, estou com a dúvida, ou a dúvida comigo está?
queixumes, deixem-me quieto já é sórdida a antemanhã ela que se vá
pois, latejante, a incerteza me espanca : não há na memória pronta desculpa ou sinal de razão
só me resta o coração, foz onde desagua mágoa onde perco a voz onde tudo é lodo
(e a torneira ficou aberta o tempo todo)
Escrito por Lucas de Meira às 09h55
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corre na chuva foge da noite escorrega na lama de rua se engana
tanto que chora quase que urra : a rude senhora castiga com surra
mas logo o abraça com o susto trovão !
essa dor sempre passa dor de mãe
solidão
Escrito por Lucas de Meira às 19h17
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o sábio é sábio
o inteligente sabe que a vida é
curta
Escrito por Lucas de Meira às 09h37
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dos ares
eu tiro é onda
:
de ser eu mesmo
nem chego
à sombra
Escrito por Lucas de Meira às 09h18
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Espectral, o vulto matinal, sorridente, me desperta.
Jovial, a assustada e tal, comigo logo flerta.
Escrito por Lucas de Meira às 10h24
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fardo-mor soldado
sou o dado que se joga e se afoga ao fogo de su'alma no calor do desespero onde espero por te ver
sou aquele que se salva pra depois salvar você
Escrito por Lucas de Meira às 10h31
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f r a g m e n t o s
caem ao tempo como as pholhas
, , ,
mil momentos uma escolha
Escrito por Lucas de Meira às 10h38
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